terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pessoas certas

A soluçao nao passa por deixar de me dar com toda a gente, passa por saber com o que contar de cada pessoa.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Gosto de ti.

Há dias em que precisamos de ouvir gosto de ti. Há dias em que um abraço não chega para acalmar todas as dúvidas. Há um dia em que paramos e pensamos se estamos no sítio certo e se vale mesmo a pena tudo o que se perde no caminho para os sonhos. Há dias em que nos esquecemos do orgulho que sentimos por termos sido capazes de largar tudo e ir para o mundo sem nada aconchegante agarrado a nós. Há dias em que a coragem de enfrentar o desconhecido com uma mochila às costas e sem nada no bolso a não ser saudades é mais do que todos os dias maus e todas as inseguranças. Há dias em que somos obrigados a olhar para o que deixámos para trás e ver se o caminho é mesmo este ou se o que desejávamos no futuro pode ser encontrado noutro sítio ou pode ter uma interrupção. Há dias em que nos esquecemos que lutar contra as saudades, aprender a viver por nós próprios, encontrar pessoas novas que passam a fazer parte da nossa vida, ter a certeza de que somos capazes de fazer seja o que for, por nós, pela nossa vida, pelo sucesso - há dias em que nos esquecemos que isto já é uma vitória.

Há dias em que precisamos de ouvir que não há ninguém como nós. Que somos muito mais do que uma pessoa qualquer que faz parte do mundo, que somos parte de uma família, de uma outra família, que não é a de sangue. Há dias em que precisamos de um abraço, de uma tarde de coisas banais, de uma mão dada como quem diz estou aqui.

Há dias em que precisamos de saber que somos a pessoa de alguém.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

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Vou continuar a ser de sorriso fácil, de conversa solta, de língua afiada. Vou ter sempre mau feitio, prometo, e vou ferver em pouca água. Mas vou ser sempre verdadeira, vou apostar sempre em ser sincera, doa a quem doer. Não vou deixar de ter o coração na boca, de preocupação, de amor, de ternura. Vou sempre fazer ar de parva quando passar por uma criança e vou continuar a chorar com filmes românticos. Vou gostar sempre de surpresas e nunca mas nunca me vou cansar. Vou exigir sempre muito aos que considero amigos e vou sempre pedir desculpa quando errar. Vou errar muitas vezes, vezes demais, vou desiludir algumas pessoas, vou magoar outras sem reparar. E às vezes a reparar. Vou ser sempre cruel com quem o é comigo e vou demorar sempre a fazer as pazes. Mas vou-me rir sempre assim, às gargalhadas, de sorriso feliz e lágrimas a correr pela cara. E vou ter sempre coração de manteiga, escondido mas sincero, que só vou mostrar a alguns. Vou continuar a maravilhar-me com pouco e a dar muito a quem merece receber. Vou continuar a não dar muitas oportunidades, vou ser muitas vezes inflexível e quase sempre teimosa. Vou ter muitas vezes razão, até me provarem que estou errada. Vou repetir alguns erros. Vou dizer muitos obrigadas, a quem os merece. Vou criar muitas discussões, falar mal, atirar a primeira pedra. Vou enervar muita gente, sem razão nenhuma ou com toda a razão. Vou gritar muito, espernear, bater com portas. Vou desaparecer alguns dias, em algumas ocasiões.
Mas vou ter sempre um lugar aqui, algures entre o descanso e a revolta, em que os gestos vão ser sempre de ternura, os olhos vão ser sempre de procura e em que o sorriso virá devagar, lentamente, como quem ainda está a acordar. Como quem diz que vai ficar.