sexta-feira, 21 de dezembro de 2012

hello

Tarde, mas voltei. Mais calma, mais feliz, com mais energia. Às vezes é preciso parar para voltar cheia de vontade. olá, outra vez.

sábado, 17 de março de 2012

hoje em dia



Hoje em dia já não se usa a lealdade. A palavra para sempre parece que deixou de significar alguma coisa para além de simples letras a sair boca fora. Hoje em dia está na moda é praticar o quando calha, somos amigos quando calha, esforçamo-nos quando calha, vamos atrás do que desejamos quando calha. Parece que baixar os braços é mais fácil, é mais fácil desiludir, é mais fácil não se comprometer. Parece que as confidências já não são segredo, parece o vale tudo para o salve-se quem puder. Perdeu-se a noção de verdade, da sinceridade, do não falar mal de tudo e pelas costas. Hoje em dia parece que é mais fácil seguir as modas, parece que é mais fácil ser acomodado, parece que o amor é uma coisa combinada para não se ficar sozinho. Compromissos sérios estão fora de moda - no amor, no trabalho, nas amizades, na vida. Parece que o aproveitar o momento é desculpa para o ser preguiçoso e que o venha o que vier é levado tão à letra que mais vale estar quieto. Perderam-se valores pelo caminho - os do esforço, os do orgulho, os da família, os da amizade. O vou ficar contigo para sempre caiu, como caiu o insistir, como caiu o não desistir - tudo dura até não ser mais fácil.
Hoje em dia já não se usa o resistir, foi-se atingido por lamúrias ditas com revolta. Hoje em dia já não há namorados a escreverem mensagens nos muros, existem poucos amigos para sempre, reina o que está na moda e quem está na moda.
Agora o que está a dar é ser independente. É falar sem tentar. É começar pelo desistir. É vestirem todos as mesmas calças e usarem os mesmos ténis. É torcer o nariz a opiniões diferentes. É fazer um escândalo de um boato.

Hoje em dia já não se usa o desculpa. Nem o obrigada. Nem o com licença. É o deixa passar, é o chega para lá. É uma mistura de má educação com afirmação, com atitude estudada.
A nossa geração cresceu, fez-se uma adulta e achou que valia tudo no caminho para ser feliz.

sexta-feira, 16 de março de 2012

a verdade

Dizer a verdade brutal, aquela que mais ninguém tem coragem de dizer, aquela que até custa a sair mas que sai rápido para não voltar para trás, não por maldade, mas porque é o que precisamos de ouvir - isso é o que distingue uma grande amizade.

Surpresas.


Um dia de cada vez. Uma desilusão de cada vez. Uma gargalhada atrás da outra.
E a certeza de que as melhores surpresas chegam quando não estamos à espera.

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Pessoas certas

A soluçao nao passa por deixar de me dar com toda a gente, passa por saber com o que contar de cada pessoa.

domingo, 19 de fevereiro de 2012

Gosto de ti.

Há dias em que precisamos de ouvir gosto de ti. Há dias em que um abraço não chega para acalmar todas as dúvidas. Há um dia em que paramos e pensamos se estamos no sítio certo e se vale mesmo a pena tudo o que se perde no caminho para os sonhos. Há dias em que nos esquecemos do orgulho que sentimos por termos sido capazes de largar tudo e ir para o mundo sem nada aconchegante agarrado a nós. Há dias em que a coragem de enfrentar o desconhecido com uma mochila às costas e sem nada no bolso a não ser saudades é mais do que todos os dias maus e todas as inseguranças. Há dias em que somos obrigados a olhar para o que deixámos para trás e ver se o caminho é mesmo este ou se o que desejávamos no futuro pode ser encontrado noutro sítio ou pode ter uma interrupção. Há dias em que nos esquecemos que lutar contra as saudades, aprender a viver por nós próprios, encontrar pessoas novas que passam a fazer parte da nossa vida, ter a certeza de que somos capazes de fazer seja o que for, por nós, pela nossa vida, pelo sucesso - há dias em que nos esquecemos que isto já é uma vitória.

Há dias em que precisamos de ouvir que não há ninguém como nós. Que somos muito mais do que uma pessoa qualquer que faz parte do mundo, que somos parte de uma família, de uma outra família, que não é a de sangue. Há dias em que precisamos de um abraço, de uma tarde de coisas banais, de uma mão dada como quem diz estou aqui.

Há dias em que precisamos de saber que somos a pessoa de alguém.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

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Vou continuar a ser de sorriso fácil, de conversa solta, de língua afiada. Vou ter sempre mau feitio, prometo, e vou ferver em pouca água. Mas vou ser sempre verdadeira, vou apostar sempre em ser sincera, doa a quem doer. Não vou deixar de ter o coração na boca, de preocupação, de amor, de ternura. Vou sempre fazer ar de parva quando passar por uma criança e vou continuar a chorar com filmes românticos. Vou gostar sempre de surpresas e nunca mas nunca me vou cansar. Vou exigir sempre muito aos que considero amigos e vou sempre pedir desculpa quando errar. Vou errar muitas vezes, vezes demais, vou desiludir algumas pessoas, vou magoar outras sem reparar. E às vezes a reparar. Vou ser sempre cruel com quem o é comigo e vou demorar sempre a fazer as pazes. Mas vou-me rir sempre assim, às gargalhadas, de sorriso feliz e lágrimas a correr pela cara. E vou ter sempre coração de manteiga, escondido mas sincero, que só vou mostrar a alguns. Vou continuar a maravilhar-me com pouco e a dar muito a quem merece receber. Vou continuar a não dar muitas oportunidades, vou ser muitas vezes inflexível e quase sempre teimosa. Vou ter muitas vezes razão, até me provarem que estou errada. Vou repetir alguns erros. Vou dizer muitos obrigadas, a quem os merece. Vou criar muitas discussões, falar mal, atirar a primeira pedra. Vou enervar muita gente, sem razão nenhuma ou com toda a razão. Vou gritar muito, espernear, bater com portas. Vou desaparecer alguns dias, em algumas ocasiões.
Mas vou ter sempre um lugar aqui, algures entre o descanso e a revolta, em que os gestos vão ser sempre de ternura, os olhos vão ser sempre de procura e em que o sorriso virá devagar, lentamente, como quem ainda está a acordar. Como quem diz que vai ficar.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Sorriso


Há um sorriso em cada palavra que me dizes, pendurado, aos trambolhões. E não há nada que mais me deslumbre, nenhuma palavra, nenhum grito, nenhum canto, não há nada que mais me encante do que esse sorriso segredado ao meu ouvido.

Caminho.



Acho que estou no caminho certo para chegar a esse sítio, a esse nome, a esse cenário em que o sorriso é a personagem principal.