quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Lovely

Já é antigo mas não deixa de ser amoroso.

segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Se pudesse vivia lá.


Adoro passar uma tarde a ler um livro. Derreto-me com as palavras. Muitas vezes compro pela capa. E pelas folhas. E pelo cheiro. O que eu adoro, mesmo, mesmo, é o cheiro dos livros.

E por isso mesmo, quando lá estive, a livraria Lello foi do que mais gostei no Porto.
Não me espantou, nada nada, o terceiro lugar que a Lonely Planet lhe deu.
Se vivesse no Porto arranjava uma maneira, vos garanto, nem que me escondesse nalgum armário, de viver naquela livraria.

Se


Se outra me pessoa me soubesse ouvir, me soubesse ler nas entrelinhas. Se outra pessoa não tivesse medo de saltar comigo, arriscasse a vida inteira atrás daquilo em que acredito. Se outro soubesse escrever comigo uma história difícil de contar e acreditasse todo o caminho que o final feliz ia chegar. Se outra qualquer mão apertasse a minha quando todo o meu corpo se desmoronasse e se outro qualquer riso sorrisse só para me fazer estremecer. Se outro soubesse os meus segredos, se outro qualquer me guiasse tão certo ou abanasse tão medroso, com medo que todos os meus sentimentos pudessem cair.
Se outra pessoa escrevesse "ps:" em mim, se outro qualquer soubesse as minhas deixas ou gravasse parêntesis em cada frase que eu dissesse.

(então não fazia sentido).

Às vezes.


Às vezes faltam-me as palavras. Para quem não sabe que a amizade não é uma coisa que se põe em stand-by ou se ignora quando dá jeito. Para os que realmente acreditam que ser amigo é não dizer o que se pensa mas dizer o que o outro quer ouvir. Para aqueles que só telefonam quando as notícias são más.

Às vezes faltam-me as palavras. E quando se trata de pessoas assim, as minhas palavras não voltam.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

o dia em que um sorriso parou São Paulo

Há uma coisa muito engraçada no sorriso: é contagiante.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Love

"and then I go and spoil it all by saying something like I love you"

Morreu o senhor que queria fazer sorrir toda a gente.


Morreu o senhor do adeus.
Muitos eram os rumores. Que era maluco. Que a familia toda o tinha abandonado. Que ia para ali dizer adeus porque estava xoné porque a filha o odiava. Que era podre de rico e não gostava.
Que não falava, só acenava (ok, isto não era um rumor, fui eu que inventei agora).

Vai fazer falta a muita gente, a caminho do cinema, a caminho da noite, a caminho dos bolos, a caminho dos jogos de futebol.

O senhor do adeus vai fazer falta a Lisboa.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

Amigos temporários

- Bom dia, está a falar com amigo para a vida, em que posso ser útil?
- Bom dia, gostaria de encomendar um amigo para a vida para amanhã à tarde.
- Infelizmente, amigos para a vida já não temos, está esgotado de momento. Contamos receber novo stock na próxima semana, se quiser voltar a tentar.
- Então mas o senhor não é um amigo para a vida?
- Sim, mas eu não estou disponivel para encomendas, a minha função é exemplificar o que um amigo para a vida faz, a quem vem à loja escolher.
- Bom, eu precisava mesmo para amanhã à tarde porque tenho um lanche cá em casa.
- Se quiser, temos amigos temporários disponíveis.
- Qual é a diferença?
- Então, um amigo para a vida ia ao seu lanche, contava umas quantas aventuras de criança que os dois supostamente tiveram, uma ou duas histórias engraçadas de como o senhor conseguiu ficar com a miúda mais gira, bebia cerveja, via o futebol ou um documentário (conforme o tipo de lanche) e concordava com tudo o que dissesse. No fundo, eram amigalhaços.
No caso do amigo temporário, ele iria ao seu lanche, comia tudo e mais alguma coisa, contava uma ou duas histórias erradas sobre si, via se conseguia conhecer alguém para sair ou para lhe arranjar uma cunha num grande emprego e, no limite, podia até sair mais cedo com alguma miúda. No fundo, era o amigo que estava lá no inicio mas que ao fim de 5 minutos já ninguém sabe onde está.
- Humm... Não sei bem o que faça, eu precisava mesmo era de um amigo para a vida, estou muito nervoso som este lanche, talvez alguém que ajudasse a descontrair as visitas, que quebrasse o gelo.
- Tenho a certeza que o amigo temporário o vai deixar satisfeito.
- O amigo temporário tem disponibilidade para amanha às 5?
- Certamente, mas só por 2 horas. Quer algum extra ou envio o básico?
- Quais são os extras?
- Bom aspecto: 1 euro; engraçado: 1 euro; prestável: 3 euros; cultura geral: 4 euros..
- Não, o pacote básico está bom, obrigada.
- Certo, a encomenda chegará amanha às 4.45, pacote básico, sem extras, com a duração de 2 horas. Obrigado pelo seu contacto.

Uma coisa que eu nunca hei-de perceber


é como é que as inglesas, com um frio de rachar, andam tranquilamente de mini saia e meias pelos joelhos e os ingleses de t-shirt e calções.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Lisboa

Guarda os passos de quem te descobriu, a ti inteira, a ti menina, a ti moça. Não deixes os segredos fugirem das tuas paredes. Guarda as palavras que entram nos teus muros e grava os risos alegres de quem passa e os segredos contados às escondidas entre uma e outra cerveja. Lembra-te dos sapatos na mão, de quem ousou desafiar o teu chão,da derrota no sorriso. Suspende as tardes na esplanada, as mil e uma subidas de encostas com malas às costas e máquina na mão. Escreve as queixas das vizinhas, velhinhas, com o passado nos ombros e faz deslizar as rodas dos eléctricos.Não deixes fugir os momentos de descoberta e as noites de saborosas refeições. Deixa os santos na gaveta, fecha-os a sete chaves. E os manjericos, guarda-os no armário, até Junho voltar. Espreita os bancos do jardim nas tardes de sol e os bares nas noites de chuva. Congela todos os gestos, todos os suspiros, todas as palavras ditas a olhar o rio. Deixa o chão cheirar a terra molhada e o ar a castanhas assadas. Deixa o burburinho pairar por aí, as pegadas de noites bem passadas, conta a história bem guardada de cada pedra da calçada.

E junta tudo num canto, guarda tudo numa esquina, ou numa rua qualquer sem nome, perdida no meio de ti.
Querida Lisboa, junta tudo num canto ou numa rua qualquer sem nome, para quando eu aí passar guardar tudo para mim.

Have a great day.


Entro numa loja e oiço "How are you today, my dear?", entro num café e dizem-me "How can I help you, my dear?", vou comprar o jornal e é só sorrisos e "Have a wonderful day, my darling".

É no metro senhores a levantarem-se para dar lugar às senhoras, é na rua pessoas a ajudar quem está meio perdido com um mapa quase ao contrário, é nas escadas da estação senhores a levarem as malas de viagem das senhoras.

"Gentlemans" aqui há aos molhos. E entre tantas boas acções, my dear para aqui, my darling para ali e have a great day, não há mau humor que resista.

Mudança de visual.

O blog foi a uma consultora de imagem.
E veio satisfeito.

Maybe


Por favor.
Por favor.
Por favor.
(e se eu desejar com muita força?)

Talvez amanhã.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

Miracle


Nunca precisei tanto de milagres como agora.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

love game


A pessoa que vai passar o resto da minha vida comigo tem de gostar de.
Este foi o "jogo" que descobri hoje, quando à conversa com um amigo.
Não é para fazer com qualquer pessoa, não se adequa a aventuras, namoradinhas ou "aquela inglesa que encontrei outro dia e levei a passear".
é um jogo sério, como aquele outro, o da agulha, aquele para ver o número de filhos(mas esse é ainda mais de confiança).

A pessoa que vai passar o resto da vida comigo tem de gostar de:
rebuçados de neve
portas azuis claras
números pares

Vale tudo.