segunda-feira, 31 de maio de 2010

Gay?



Alguém me há-de explicar se é mal dos meus amigos. Alguém me há-de dizer se isto cabe na cabeça de alguém. Mas a verdade é que a maioria dos meus amigos homens acreditam piamente que um homem que fale bem, escreva maravilhosamente bem, acompanhe as tendências e se vista bem (por vestir bem entendo ter a coragem de arriscar num casaco de xadrez ou um blazer um pouco diferente, enfim, pormenores que marcam a diferença entre vestir normalmente e simplesmente ter estilo) é, tem de ser, não há dúvida de que é, obrigatoriamente gay.

A troça já existe mas quando digo que são três coisas (principalmente as duas primeiras) que me deixam derretida, de queixo caído, fascinada, aí as gargalhadas não param.

Alguém me há-de informar onde foram eles buscar estas ideias.

domingo, 30 de maio de 2010

A minha outra casa



Os amigos são a minha segunda casa.

(e por hoje é tudo.)

quinta-feira, 27 de maio de 2010

Queridas amigas


Queridas amigas,

Não tenho paciência para discussões parvas. Não gosto de amuos nem de fingimentos nem de "vou fingir que não te vejo". Enfim, não sou de infantilidades. Para mim, é quase tudo preto no branco: ou se gosta ou não se gosta. Se se gosta atura-se as manias, sejam elas quais forem e, eventualmente, até acaba por se achar graça (ou se não se acha, finge-se). Se não se gosta, não se faz fretes nem fitas, que a vida não está para isto de amuar e desamuar e magoaste-me tanto e bla bla bla , que não sei quando te consigo desculpar.
Quando se gosta, é assim: não gostei disto que disseste, só para a próxima já saberes. E pronto, a outra já sabe, não se fala mais no assunto. Ou então: desculpa, não te devia ter deixado sozinha logo depois de saberes que o teu namorado vai viver para fora. E pronto, a outra desculpa, conta-lhe a história, amigas outra vez.

Às vezes ponho-me a pensar e pergunto-me porque é que nós, as mulheres, não somos mais como os homens. Sim, é que é mesmo assim. Com eles é assim, são todos amigos, se há chatice dão uns murros uns aos outros e está resolvido. Se um diz alguma coisa que o outro não gosta, são mil e uma ofensas e pronto, amigos outra vez, como dantes. Se um está apaixonado mas o outro é que fica com a miúda, olha, vai uma tarde de futebol, uns pontapés aqui, umas cotoveladas ali e está resolvido, parte-se para outra.

Nós, as mulheres, não. Adoramos drama, adoramos chorar, adoramos fazer sofrer.
Vamos ser mais práticas. Entre amigas, amigas a sério, vale tudo (ou quase quase tudo, conforme as mulheres há coisas que são sagradas, mas isso fica para outro post).
Amizades de amuos, choros, dias sem se falarem, guerras e fingimentos, perdoem-me mas não valem para nada.

Houvesse outra vida



Houvesse mais dinheiro
Houvesse mais tempo
companhia e vontade de arriscar
Não tivesse a mania que é tudo muito complicado
E metesse eu na cabeça que não há tempo para indecisões

Estava agora de mochila às costas a passear pela Europa.
Merda.

segunda-feira, 24 de maio de 2010

Write the future

Em vez dos filmes vejo os intervalos, desde sempre.
E este anúncio é brutal. Da Nike, está claro.


Casamentos precisa-se. (não o meu, diga-se)





Sou a favor dos romances dos contos de fada, do principe que chega e beija a princesa e vivem felizes para sempre. Sou a favor de pedidos de namoro, mesmo quando já se tem 50 anos, e do pedido da mão aos pais da noiva. Oh, adoro namorados babados, coros na igreja, pedidos de casamento tontos e o nome dos filhos escolhido aos 15 anos. E de casamentos até que a morte nos separe. 

Isto para dizer que, tirando um ou outro pedido que vou tendo, principalmente de crianças (e deliciosamente engraçados), acho bem que o meu pedido de casamento seja o mais romântico de todos os tempos, em público, sem ser em público, em Nova Iorque, em Londres, em Lisboa, com a nossa música a tocar ou a ser cantada, com ou sem grande aparato - não interessa nadinha de nada, desde que me faça perder a respiração. (e, claro, que haja anel)

Que nisto dos casamentos sou muito conservadora.  

domingo, 23 de maio de 2010

LOST e os seus fãs


Uma notícia da TVNET com que me deparei hoje tinha este titulo: 

Último dia do Lost anciosamente esperado
"Lost" foi uma das séries com mais sucesso nos últimos anos. Milhões de "viciados seguidores" aguardam anciosamente o último episódio que este Domingo pode trazer algumas respostas."


Não sei bem o que é anciosamente mas será algo que vem de ancião? Hum, não faz é muito sentido. 
É que podia ser um erro, um lapso ou uma letra mal posta mas depois, para quem ainda tinha dúvidas lá aparece outra vez a palavra no corpo de texto. Portanto, é isso, os fãs estão mesmo anciosos, seja lá isso o que for. 

Ai ai, senhores jornalistas ou redactores ou pessoas que não sabem escrever e são jornalistas. 

Loja Xocoa





A primeira vez que fui a esta loja foi em Barcelona e teve o encanto natural de um sítio que se encontra em ruas fora do mapa e das atracções turísticas. Nessa altura não resisti. 

Quando outro dia me cruzei com a loja na rua do crucifixo na baixa de Lisboa fez-me lembrar Barcelona. Foi por isso que entrei e me deparei com as mesmas embalagens, mais ainda do que antes, e senti que queria a loja inteira. E não resisti outra vez. 

E tem um bónus: ao pé das caixas há pratos com algumas amostras , para experimentarmos. Melhor não podia ser. 
Por isso toca a ir lá comprar chocolates para toda a gente. 
Só eu sei como precisava hoje de um para compensar ter ficado doente no único dia em que podia ir para a praia. 

quinta-feira, 20 de maio de 2010

O que os bébés diriam aos adultos, se falassem.




- Parem de nos fazer caretas, deitar a língua de fora ou apertar as bochechas. Não achamos piada, não é por termos nascido há pouco tempo que não sabemos distinguir o que é engraçado do que é pura e simplesmente parvo. 
- Não precisam de nos falar com aquela voz estranha de maricas porque: primeiro, não é assim que falamos e, segundo, estão novamente a fazer figura de parvos. 
- Escusam de dizer como somos bonitos e fofinhos e outros sinónimos, até nós próprios sabemos que a maioria dos bébés nascem feios e sem graça nenhuma. 
- Podem parar de dizer frases sem sentido, do género "mas tem tão pouco cabelo!". Não sei o que esperavam mas, sim, não nascemos com caracóis ou com cabelo até ao umbigo. Espantoso, não é?
- Outra coisa que nos faz alguma confusão é como é que conseguem perceber no minuto logo seguinte ao que nascemos se somos parecidos com a mãe ou com o pai. Inventam? Ou é mesmo a sério? É que nós não nos parecemos com ninguém quando nascemos, na realidade ainda estamos meio deformados ou qualquer coisa desse género. 
- E porque é que perguntam se nos podem pegar se depois dizem "ah não tenho medo, é tão pequenino, parece que se vai partir". Das duas, uma: ou ficam caladinhos ou, uma vez falado, portam-se como crescidos. 
- Ah. E não cantem por favor, muito menos musicas inventadas. Somos pequenos mas gostávamos de não ter problemas de audiçao quando crescermos. 

Se não conseguirem mesmo mesmo nada disto, deixem-nos dormir. 
Combinado?

terça-feira, 18 de maio de 2010

A dieta e as gomas




Portugueses e portuguesas, 

Ao trabalhar muito perto de uma banca de gomas, constatei que são raras as pessoas que não compram um saco de doces. E, pior, não só pessoas magras, mas sim gordas, meio-gordas, obesas, cheeinhas, crianças, adolescentes baixas, altas, top models ou só modelos. 
E fiquei a pensar para os meus botões, sou eu que estou enganada ou não vem aí o verão e não está toda a gente a correr para os ginásios ou para os nutricionistas ou para as massagens e lipoaspirações? Ou dizem isso só para parecerem super atentas às tendências e porque afinal não têm qualquer gordura no corpo? ( mas têm, acreditem)

Por isso, portugueses e portuguesas, vamos fazer todos o esforço em conjunto e aguentar até setembro para comer todas essas calorias? É que sempre me disseram, e eu comprovo, é mais fácil quando não há ninguém a "furar" a dieta mesmo ao nosso lado. 
E não me venham dizer que não estão de dieta, que não querem saber e não vos interessa a gordura, porque é mentira. E, gente, se for verdade, vejam-se mesmo ao espelho porque, vos garanto, pela amostra que tenho visto na loja ali do lado, Portugal precisa mesmo de uma dieta - rigorosa. 

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Did I?



"Did I say that I need you? Did I say that I want you?
Oh if I didn't I'm a fool, you see
No one knows this more than me."

A minha vida



Não preciso de colocar no facebook e afins que ontem fui tomar café para saberem que tenho amigos com quem o fazer. Certamente não tenho necessidade de anunciar que estou noiva, ou que o meu namorado acabou comigo, ou que tenho namorado, ou que o meu namorado e eu fizemos uma viagem brutal, para saberem que tenho vida amorosa. Parece-me que também não é necessário dizer a toda a gente que ontem foi uma noite sem comentários, porque ninguém ficou sóbrio e ninguém se lembra do que aconteceu, para saberem que saio à noite e apanho bebedeiras enormes e bebo que nem um homem. Provavelmente, para provar que tenho uma vida social super intensa, também não preciso de escrever em todo o lado a quantidade de vezes que fui às compras, ou que fui ter com a Maria, ou com a Margarida ou com a Tété ou com a Bá. Outras informações, como onde fui almoçar, que arranjei emprego, ou a surpresa que vou ter hoje à noite, também não diria que são necessárias para saberem que a minha vida é brutal e muito ocupada. 

Ou preciso? 

(Acho que não).
Mas, claro, cada um fala por si. 

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Lembrem-me de agradecer a estas pessoas




- Às amigas que me dizem que estou gorda quando comer me dá tanto prazer que tento nem me ver ao espelho. 
- Às amigas que me dizem a verdade mesmo sabendo que me vai custar.
- Aos que me ensinaram que a humildade é a arma mais forte para se chegar mais longe. 
- Àqueles que, à força de me fazerem esperar horas por eles, me mostraram que a pontualidade é essencial. 
- Aos que me deixaram copiar nos testes e exames e graças aos quais estou hoje formada. 
- À pessoa ou pessoas que me ajudaram a apanhar a minha primeira grande bebedeira mas que ficaram comigo depois a limpar o meu vomitado. 
- Aos que foram sempre frontais.
- Aos que vieram a correr quando fiquei doente ou que me visitaram nos meus momentos de adaptação nos sítios por onde fui passando. 
- Aos que me protegeram das praxes da secundária e da universidade. 
- Aos que nunca me dizem "eu avisei-te" mas sim "vamos resolver isto". 
- Aos que todos os anos nos meus anos me surpreendem e me deixam à beira das lágrimas. 
- À pessoa que "alimenta" e incentiva a minha paixão por sapatos. 
- Às amigas, maravilhosas, que me emprestam dinheiro sem perguntar para quê e esperam pacientemente até que possa pagar. 
- E sim, aos que me dão na cabeça quando só digo disparates e perco a noção das coisas. 

Carta a mim.



Querida "eu" no futuro: 

Escrevo-te porque tenho medo de não me lembrar de certas coisas quando já for velhinha e se calhar com Alzheimer ou outras doenças que não me deixem pensar claramente. Por isso acho melhor dizer-te já, não vá haver confusões, muita gente vai ter opiniões e poucas delas me vão conhecer realmente e , na verdade, não há ninguém melhor do que eu para dizer o que quero para mim própria. 

Aqui vai: 
Não me importo de ir para um lar, desde que tenha um jardim para passear e uma ou outra flor. 
Quero ter um quarto com janela com vista para um rio ou para um lago e que o meu quarto tenha muitos livros para poder ler antes de adormecer (ou para me lerem as minhas visitas). 
Por favor obriga-me a ouvir música aos altos berros pelo menos uma vez por semana. 
Não abdico de comer muitos doces, mesmo que os médicos digam que tenho muitos diabetes ou outra invenção qualquer da cabeça deles, podem ser chupas chupas, rebuçados ou bolo de chocolate. Ou trouxas de ovos, que tenho a certeza que vou continuar a adorar mesmo quando nem conseguir distinguir o meu marido do meu irmao. 
Aos 60 anos já não quero estar a trabalhar mas sim a usufruir de todo o dinheiro que ganhei, a fazer viagens, cruzeiros ou a jogar bingo. 
Não quero morar sozinha, compra-me um cão ou um gato ou um simples aquário com um ou dois peixes. 
Não me tires fotografias a partir dos 50 nem deixes ninguém tira-me, não vou certamente querer ver as minhas rugas ou a miuda que já não vou ser e sou agora. 
Faz com que me lembre sempre dos aniversários dos meus filhos e netos, nem que seja preciso escreveres nas paredes de minha casa ( ou lar). 
Se for viciada em alguma coisa, seja jogo, bebida ou algo mais rebuscado, deixa-me ser, não é aos 60 que vou mudar toda a minha vida. 
Continua a deixar-me apanhar sol todos os dias porque a coisa que mais gosto em mim agora são as minhas sardas e tenho a certeza que vou gostar ainda mais depois. 
Ri-te de ti própria (ou mim própria, não sei bem) quando estiveres numa situação estranha ou engraçada (ou quando caíres no meio da rua). 
Faz-me ter noção de que aos 40 anos já não sou nova e não me deixes vestir túnicas e afins que são para miúdas de 20. 
Ah! E não me deixes namorar com um menino com a idade dos meus filhos (se tiver filhos) nem me obrigues a não gozar com as pessoas ridiculas que não têm noção de nada (provavelmente também vão gozar comigo quando for mais velha).
Muito importante: certifica-te de que, no meu caminho, fiz tudo o que podia fazer para ser feliz, e que em algum momento encontrei a pessoa que toda a gente procura uma vez na vida. Se essa pessoa ainda estiver comigo quando eu for velhinha, certifica-te de que não me deixa então e obriga-me a dizer como gosto dela (mas por favor não percas este meu jeito de agora, refilão e implicativo, faz parte da minha piada). 

Acho que é tudo. Alguma coisa vou-te deixando uns post-it por aí, para leres quando tiveres tempo. 

Obrigada e, por favor, como se costuma dizer, envelhece bem. 

terça-feira, 11 de maio de 2010

A cigana e a sina.




Se estiver escrito na minha mão que vou ter imenso sucesso profissional posso encostar-me à espera (ou mesmo ir fazer outras coisas que me apeteçam mais do que trabalhar) ou convém também fazer alguma coisa?

A quem de direito.



A quem de direito: 

Vi 10m de televisão e já não posso com o papa. Quer dizer, já não podia antes mas agora ainda menos. Portugal gosta é disto, dias sem trabalho, pontes e festejos, seja lá do que for. Não estamos em condições? Azar. Estamos em crise? Não faz mal. Vamos lá dar mais uns diazinhos ou umas tardezinhas a toda a gente e esperar que o país seja produtivo por ele próprio, sozinho (não haverá melhor altura para esperar este milagre, com o papa por aqui). Também, diga-se a verdade, entre o benfica campeão e o papa e as pontes, os portugueses nem notam que o país continua igual, igualzinho, mas, claro, com menos dinheiro. 

A quem de direito, faço anos no dia 14 e por acaso até me dava jeito a tarde para ir à praia um bocadinho. Ah e já agora, depois faz anos o meu irmão, também não era mau, mas se pudesse ser a manhã dava-me mais jeito porque assim não tinha que ir de ressaca para o trabalho. 
Bom, e é tudo. O resto peço ao papa, quando o vir ali na rua. 

Obrigada. 

domingo, 9 de maio de 2010

Domingo desportivo.




Hoje foi o domingo mais desportivo da minha vida (verdade seja dita que desporto também não é muito comigo). 

O nosso português Frederico Gil fez história ao chegar à final do Estoril Open e, meu deus, que jogo fantástico. Não fiquei desiludida, como esperava, antes pelo contrário. O Frederico Gil quase que deixou a alma e tudo o mais no campo e a nós, deixou-nos orgulhosos. Não ganhou, mas nunca desistiu, e é disso que são feitos os vencedores. 

Depois do ténis, o meu desporto de eleição, aquele que me deixa mais nervosa do que os jogadores, veio o futebol.
Estádio cheio, a abarrotar. Cachecóis, gritos, choros. A festa, sofrida mas merecida. Voltar pela rua fora com os gritos a ecoar na cabeça, com a certeza de que estou perante um pequeno momento da história. Fiquei com a sensação de que toda a Lisboa é benfiquista, com as buzinas dos carros e os sorrisos de vitória. 
Pois bem, Lisboa, não sei se és benfiquista mas eu sou e soube-me bem, hoje. 

Benfica, Benfica e Frederico Gil e Rui Machado e todos os outros tenistas, bora lá entusiasmar Portugal. 

Never say never.





Nunca é tarde para: 

- Começar de novo. 
- Arriscar.
- Voltar a fazer aviões de papel.
- Escrever uma lista de coisas que queremos fazer antes de morrer. 
- Dizer "gosto de ti até que a morte nos separe"
- Pedir desculpa. 
- Rever um velho amigo. 
- Chorar a rir. 
- Fazer uma viagem de sonho. 
- Ajudar alguém que precise. 
- Acreditar que conseguimos chegar mais longe. 



Sorry, I'm late.





As pessoas que nunca chegam a horas têm sempre uma desculpa. É engraçado como mesmo antes do "desculpa" têm sempre uma boa história para contar, cheia de acontecimentos imprevistos que, coincidência das coincidências, se passaram logo naquele dia e mesmo no minuto em que iam a sair de casa ou do trabalho ou seja lá de onde for. 
E depois, têm outra grande característica, devia até haver uma estatística para isto, começam quase sempre as frases com "tu não vais acreditar no que me aconteceu" e nós, os que esperamos, minutos ou quase horas, fazemos aquela cara de quem nem quer saber , porque, meu deus, qualquer frase que comece assim cheira a mentira pegada. 
Claro, quando o atraso é mais significativo há o habitual telefonema a dizer que o trânsito está infernal e que por isso temos que esperar mais uns minutos ou, para quem não tem carro, a dizer o tempo a que está à espera do autocarro ou, imagine-se, do metro, como se nós não estivessemos carecas de saber que o metro vem de X em X minutos. 

Oh e para nos irritar ainda mais, os atrasados chegam sempre mas sempre com um ar afogueado, de quem esteve a fazer imensas coisas, com cara de quem diz "ai que sorte que tens em conseguir vir porque tenho estado tão atrapalhada", quase que a fazer-nos sentir culpados de estarmos à espera com cara de frete quando, eles, coitados, correram pela cidade para nos conseguirem ver (mesmo que na realidade não façam rigorosamente nada). 

Senhores atrasados (que tenham ou não relógio) não dá para dizer a verdade? Era tão mais bonito ouvir outra coisa para variar, algo que soasse a verdade. Que estiveram mais 15m na cama porque na noite passada chegaram as 6 da manhã, que pararam para comer um doce, que estiveram a acabar de ver o episódio daquela série que não perdem, que foram ver umas montras, sei lá, que foram dar uns beijinhos ao namorado. Juro que na hora de contar a verdade vale mesmo tudo, seja o que for. 

sexta-feira, 7 de maio de 2010

Ai, as crianças e as relações




"Amanhã vou perguntar aos meninos da minha sala quem é do benfica e dar um beijinho na boca a todos"

Ai que orgulho! 

terça-feira, 4 de maio de 2010

New York




Não sei de quem é, quem tirou, nem nada, encontrei-a nos meus passeios pela internet. 
Não está nada mau mas como faço se quiser ir da porta da loja para o carro? Dou a volta?



dance dance dance all night.




Não é uma grande grande ideia. Nem algo que acrescente muito à vida de alguém. Mas achei tão engraçados estes sapatos. Não são os sapatos, vá, é a ideia de pai e filha a dançar, já tive tantos episódios destes, pés em cima dos meus, a andar ou a dançar (e nem sequer sou mãe). 
Pode não acrescentar nada, nem ser uma grande ideia, nem ir mudar o mundo mas a verdade é esta: as coisas que mais me lembro de quando era pequena são coisas insignificantes, como esta, divertidas, como esta, que me vão fazer sorrir quando for mais crescida. 

Criados por Aamu Song. 

Confissão - capítulo um


Digam o que disserem, nada é mais romântico do que um homem a passear com a namorada e a levar a mala dela. 

Um lugar para viver




Fui hoje ver o filme "Um lugar para viver" de Sam Mendes, o realizador de Beleza Americana e Revolutionary Road, e venho ainda com aquela sensação de quem viu algo que não esperava ver. Realmente tem outro sabor quando somos positivamente surpreendidos (mesmo que seja por termos expectativas baixas).

Um lugar para viver é a história de um jovem casal, com uma gravidez nas mãos e que procura o lugar onde realmente pertence. É uma história ternurenta, de amor, de busca pelo local onde passar o resto das vidas deles e onde educar os filhos. Parece uma história normal, e seria, não fosse a sensibilidade com que é contada e as pessoas, casais amigos, onde vão ficando e que os fazem perceber que tipo de vida podem, ou não, ter. É ainda mais magnifico o actor principal, que é extraordinariamente expressivo e um romântico encantador que vive ainda um pouco num conto de fadas, e a maravilhosa actriz que faz de Verona, com os pés na terra mas ansiosa por encontrar o seu lugar no mundo. 

É uma história de amor. De vida. Sobre as raízes que queremos dar à nossa vida. 
E, a cereja no topo do bolo, a banda sonora (Alexi Murdoch) que é quase como se fosse a ligação entre aquele casal e nós, espectadores, para nos fazer compreender melhor. 

Vale mesmo a pena ver. E passar a palavra, porque os filmes bons são feitos disto, muito mais do que dos prémios: da emoção de quem o vê, da ânsia de o mostrar a toda a gente. 

segunda-feira, 3 de maio de 2010

A todas as mães que são a "casa" de alguém.



Porque não vale a pena cumprir feitos heróicos, dar a volta ao mundo num bote, ganhar o prémio nobel, descobrir a pólvora, se não tivermos um lugar para voltar, onde alguém nos espera com uma sopa e um sorriso.”

Rosa Lobato de Faria

domingo, 2 de maio de 2010

Bola na rede




O Estoril Open começou este sábado e prolonga-se até ao próximo domingo. Entre outros que vale a pena ver,     encontram-se Federer, Michelle de Brito, Frederico Gil  e Davydenko. Os bilhetes estão à venda na Fnac, embora haja outros pontos. 

Irei provavelmente durante a semana e certamente no fim de semana. 
Vai ser só ténis, ténis, ténis. Vem aí uma boa semana. 

o meu primeiro pedido de casamento




- Casas comigo?
- Sim, Nuno, casamos amanhã. Agora senta-te. 

Fiquei derretida com o meu primeiro pedido de casamento. Foi super convincente, mesmo vindo de uma criança.